
As Crônicas de Sean Queise é uma coleção de livros de ação e aventura que tem como escopo a paranormalidade voltada à ficção científica. Ao longo das crônicas, o personagem Sean Queise se envolve e é envolvido em teorias de conspiração sobre governos ocultos, vinda de alienígenas ao Planeta Terra e desacreditado por uma corporação de inteligência autonomeada Poliu - Polícia Internacional Unida, pronta para esconder segredos milenares.
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Teaser do personagem - Sean Queise
"Meu nome é Sean Queise e minha história é tão conturbada que vou contá-la ligeiro. Mesmo porque não sou muito bom nisso.
Quando fiz 15 anos ganhei de presente de meu pai, Fernando Queise, um emprego. O trabalho não era tão moderado nem tão árduo, porque na época eu ainda estudava. Acho que eu não tinha noção da extensão da responsabilidade de meu pai, dono de uma fábrica de computadores, a Computer Co. e que mantinha em segredo a construção de grandes bancos de dados para o que eu conheceria mais tarde como Poliu – Polícia Intercontinental Unida; uma corporação de inteligência chefiada pelo astuto mr. Trevellis e com agentes infiltrados pelo mundo; talvez todos eles.
Quando fiz 16 anos e terminei meus estudos, meu pai me dera outro presente; mais trabalho. Ele viu um potencial em mim e preferiu que eu usasse a minha facilidade com as programações computacionais a ser preso por ser um hacker, colocando-me na equipe de seus cientistas para a construção de um satélite de observações, Spartacus, meu maior feito e minha maior carta no bolso.
Entre o reconhecimento do mundo acadêmico e o segredo, Spartacus não foi revelado ao público em geral e a Polícia Mundial, detentora e proprietária, que o guardou longe da mídia, o lançou ao espaço como um satélite espião.
Se eu desconfiei de algo? Sim. Mas eu e minha família tínhamos problemas mais complexos com Oscar Roldman, força maior dentro da Polícia Mundial. E não eram poucos os problemas. Minha mãe, Nelma Queise, separada de meu pai, deu chance a Oscar, de conquistá-la. Quando voltou para o meu pai, ela logo engravidou. Ficou no ar a possibilidade de eu ser 'filho de Oscar'.
Para piorar o clima gerado desde essa época ao completar 17 anos, meu pai que adorava me dar presentes, me deu a Computer Co. inteira, após a decisão de aposentadoria precoce. Isso despertou o ciúmes de Oscar, a desconfiança do mercado corporativo e pior, sim, algo muito pior, a ira de mr. Trevellis da Poliu, que imaginou um adolescente, um moleque hacker acessando todo tipo de falcatrua, algumas que me escapavam à compreensão; o envolvimento da mesma na vinda de alienígenas ao planeta Terra. E sim, fomos visitados no passado, no presente, e provavelmente o seremos no futuro.
Confusão pouca é bobagem? Então vamos lá. Nasci com mais que dons para os computadores, nasci especial, com um dom especial, que talvez tivesse passado despercebido por muito tempo se minha noiva, Sandy Monroe, não tivesse se suicidado na noite de nosso noivado, acusada de roubar segredos de Spartacus. Eu era novo para noivar, dezessete anos, eu sei, mas contra tudo e todos me apeguei a Sandy, sem perceber que Kelly Garcia, minha secretária na época, hoje sócia, era a única que me amava de verdade.
E o porquê do dom especial? Porque cego pela dor e com raiva da Poliu que acusou Sandy, usei seu próprio veneno contra ela, a corporação de inteligência chamada Poliu. Busquei em Mona Foad, uma médium usada como espiã psíquica ajuda para trabalhar o que enfim percebi ter; o dom.
Contudo, vão perceber no desenrolar da minha vida que meus poderes se desenvolveram de uma maneira que perdi o controle sobre ele, sobre minha estabilidade emocional e sobre minha vingança.
Como de fato, a única que me move até hoje".
